Fábia Oliveira

Confinada no reality show A Fazenda, da Record, a atriz Giovanna Gold disparou ofensas contra o criador de conteúdo Mayk Leão

Fábia Oliveira

21/10/2026 15:34

Giovanna Gold e Mayk Leão

A Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo afirmou que vai protocolar uma denúncia no Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra a atriz Giovanna Gold, que está confinada no reality show A Fazenda 18, da Record. Durante uma discussão com outro participante, ela teria disparado comentários considerados homofóbicos.

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Entenda
De acordo com Agripino Magalhães Júnior, presidente da associação, diligências por parte da polícia no local onde o programa é gravado, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, também devem ser solicitadas.
A confusão começou na tarde desta terça-feira (20/10), quando o influenciador Mayk Leão chamou a atriz Giovanna Gold de “vovozinha”. A famosa acusou o rival de etarismo e, durante uma troca de ofensas, afirmou que ela tinha algo que ele nunca conseguiria ter, fazendo referência ao seu órgão genital.
“Agora ser gay é porque eu quero ter periquita? Olha que coisa linda! Eu nunca quis ter, amiga”, rebateu o influencer. A fala provocou críticas até mesmo entre os aliados da atriz. “Tem que tomar cuidado, Giovanna. Isso não é legal, não”, advertiu o rapper Thaíde.
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Adriane Galisteu
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Giovanna Gold interpretou Zefa na primeira versão de Pantanal
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Rodrigo Carelli e Adriane Galisteu posam no cenário do reality rural
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Adriane Galisteu comanda A Fazenda 15
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Mayk Leão.
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Puxão de orelha
A atitude de Giovanna fez até mesmo a apresentadora da atração, Adriane Galisteu, advertir publicamente a atriz ao vivo. “Você fez referências ao corpo e à orientação sexual dele que ultrapassaram os limites. A orientação não pode ser usada como objeto de constrangimento. Estamos em rede nacional e o que vocês fazem repercute diretamente na vida de pessoas que enfrentam preconceito.”
A apresentadora ressaltou que a advertência também servia para os demais confinados. “Ninguém tem o direito de humilhar outra pessoa em razão da sua orientação sexual. O mesmo vale para raça, cor, origem, idade, religião e identidade de gênero ou qualquer outra condição pessoal.” Ela acrescentou que atitudes discriminatórias podem, dependendo da gravidade, resultar em expulsão.
Em comunicado, o presidente da entidade afirmou que, desde 2019, a homotransfobia passou a ser crime equiparado ao racismo no Brasil. “E desde 2023, esse crime passou a ser inafiançável e imprescritível. Enquanto o Legislativo não aprovar Lei específica, prevalece a decisão do Poder Judiciário sobre o assunto”, disse.
🚨AGORA: Giovanna recebeu advertência após falas preconceituosas para Mayk: “A orientação sexual de uma pessoa não pode ser usada como arma para constrangimento ou humilhação” #RoçaAFazenda https://t.co/8B8phcE8bJ
— Central Reality (@centralreality) October 21, 2026


