O ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) afirmou neste domingo (13/9) que as revelações sobre o Caso Master feitas até este momento mostram uma ligação entre o bolsonarismo e Daniel Vorcaro. Ele defendeu a quebra de sigilo dos celulares do ex-banqueiro e disse que “ainda tem muita coisa que precisa vir à tona”.“Muita coisa já veio a público, demonstrando a intersecção entre o bolsonarismo e o esquema do Vorcaro. Isso vai ficar cada vez mais claro, na minha opinião. Se nós levantarmos agora o sigilo dos celulares do Vorcaro, eu acho que nós vamos ter a oportunidade de passar esse país a limpo ainda no primeiro turno”, afirmou Haddad.A fala aconteceu durante uma entrevista a jornalistas após uma agenda de campanha do candidato na Avenida Paulista, no centro de São Paulo. Leia também São PauloCaso Master: Haddad defende fim de sigilo e critica “vazamentos seletivos” São PauloPolícia Civil abre inquérito contra Haddad por supostos ataques a Nunes São PauloHaddad aciona TRE-SP contra gravações de Tarcísio em obras estaduais São PauloDatafolha: Tarcísio vence Haddad por 56% a 35% no 2º turno em SP Haddad foi questionado sobre a associação que a direita tem feito entre o escândalo do Banco Master e a esquerda, usando o nome do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). No último dia 7 de setembro, Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que “Quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes”.A movimentação bolsonarista acontece na esteira da revelação de um relatório da Polícia Federal que indica uma suposta troca de mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro. O relatório deu munição para a direita desviar o foco de Flávio do escândalo, após reportagens mostrarem que o presidenciável pediu dinheiro à Vorcaro para o financiamento do filme Dark Horse.Haddad elogiou, mais uma vez, a decisão do presidente do STF Edson Fachin que determinou a quebra do sigilo sobre o caso e defendeu que as informações vão ajudar o eleitor a tomar a melhor decisão.“Eu creio que o presidente do Supremo fez um gesto na direção da transparência, mas nós não podemos parar aqui. Ainda tem muita coisa que precisa vir à tona e que ainda está sob sigilo”, disse o petista.








