Consultas, exames, internações e diferentes atendimentos produzem uma quantidade cada vez maior de informações sobre a saúde das pessoas. O desafio, no entanto, está em transformar esses dados em conhecimento capaz de orientar decisões, antecipar riscos e conectar as diferentes etapas do cuidado. Foi justamente esse debate que esteve no centro do Conecta Saúde 2026, realizado em 1º de setembro, em São Paulo.Promovida pelo Serviço Social da Indústria (SESI), pelo Conselho Nacional do SESI (CN-SESI), com apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), a segunda edição do evento reuniu mais de 500 participantes, entre lideranças empresariais, gestores públicos, representantes do setor de saúde e especialistas. O encontro discutiu caminhos para construir uma assistência mais integrada, eficiente e centrada nas necessidades de cada paciente.A proposta parte de uma mudança de perspectiva: em vez de analisar cada consulta, exame ou procedimento de forma isolada, a gestão da saúde pode acompanhar a trajetória do indivíduo de maneira mais ampla, conectando informações e profissionais ao longo do tempo.Na prática, integrar dados significa permitir que diferentes informações sobre um paciente contribuam para uma visão mais completa de sua jornada de saúde. Para o SESI, esse processo pode ajudar a identificar pontos de ruptura no atendimento e criar mecanismos para que o paciente não fique sem orientação entre uma etapa e outra. É nesse contexto que a tecnologia deixa de ser apenas uma ferramenta de armazenamento de informações e passa a desempenhar um papel estratégico na gestão da saúde. Sistemas capazes de organizar dados de consultas, exames e atendimentos podem apoiar profissionais na tomada de decisões e contribuir para que o paciente seja acompanhado de maneira mais contínua.A transformação digital também amplia as possibilidades de prevenção. Quando informações são organizadas e analisadas de maneira adequada, gestores e profissionais podem identificar padrões, acompanhar fatores de risco e direcionar ações de cuidado antes que determinados problemas se agravem.O tema já vinha sendo discutido pelo SESI antes do evento. Em conteúdo publicado pela instituição, o gerente de saúde integral, Thiago Taho, destacou o desafio de transformar registros dispersos de consultas, exames e atendimentos em informações úteis para apoiar decisões mais precisas e melhorar a experiência do paciente.A lógica está alinhada à proposta de cuidado coordenado, que busca conectar os diferentes níveis de atenção e colocar a pessoa no centro do processo. Em vez de uma sequência de atendimentos independentes, a jornada passa a ser pensada como um percurso contínuo.O conceito também ganha importância no ambiente corporativo. Para o SESI, cuidar da saúde do trabalhador envolve mais do que responder a situações de doença: significa acompanhar diferentes aspectos da saúde e promover ações de prevenção e qualidade de vida.Durante o Conecta Saúde 2026, experiências empresariais mostraram como esse acompanhamento pode funcionar na prática. Uma das estratégias apresentadas envolveu o monitoramento de trabalhadores antes, durante e depois de eventos assistenciais, incluindo acompanhamento de internações, identificação de oportunidades de desospitalização e avaliação de casos que podem retornar à atenção primária.A ideia é evitar que o cuidado termine quando o paciente deixa um hospital ou conclui determinado procedimento. O acompanhamento posterior permite verificar se houve continuidade da assistência e se a pessoa conseguiu retornar adequadamente aos serviços de atenção primária.Esse olhar mais amplo é uma das bases para tornar a gestão da saúde mais eficiente e sustentável, ao mesmo tempo em que contribui para uma experiência mais simples para quem precisa de atendimento.









