Corinthians convive com dificuldade no ataque e tem zagueiro como vice-artilheiro em 2026

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) notificou o Corinthians pela inadimplência de três parcelas da transação tributária que reduziu uma dívida de R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões. O acordo pode ser rescindido se não houver regularização. Os valores atrasados somam R$ 20,494 milhões.

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A gestão Osmar Stabile não pagou as três últimas parcelas do acordo celebrado no início do ano, que renegociou dívidas com a União acumuladas ao longo de duas décadas. O clube pagou as quatro prestações de fevereiro a maio, mas não as de junho, julho e agosto.

O contrato com a PGFN prevê que a "falta de pagamento de três parcelas consecutivas ou alternadas" é hipótese de rescisão do acordo.
Osmar Stabile, presidente do Corinthians — Foto: Marcos Ribolli
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Como o Corinthians deixou de pagar as parcelas, a PGFN notificou o clube em 14 de agosto "para regularização, sob pena de rescisão da transação", segundo informou a assessoria de imprensa do órgão ao ge.
A PGFN é responsável por representar a União em causas fiscais e fazer a cobrança (judicial e administrativa) de dívidas como impostos não pagos e débitos com o INSS, além de assessorar o Ministério da Fazenda.
Internamente, a diretoria diz estar trabalhando para regularizar as pendências. A próxima parcela do acordo vence no dia 30 deste mês.
Procurado pelo ge, o Corinthians não se posicionou até a publicação desta reportagem.
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Na conta de débitos não previdenciários, cada uma das parcelas é de R$ 4.829.616,18. Como o Corinthians não pagou três delas, o total em atraso é de R$ 14.488.848,54. São 120 parcelas ao todo.
Nos débitos previdenciários, cada uma das 60 parcelas é de R$ 2.001.982,48, totalizando R$ 6.005.947,44 em atraso.
Os valores das parcelas são corrigidos pela Selic, a taxa básica de juros do Brasil.
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Se o acordo for rescindido, o contrato prevê que o montante original da dívida é restabelecido, sem qualquer desconto, com a dedução apenas dos valores já pagos. Com isso, as cobranças judiciais e extrajudiciais seriam retomadas.
Além disso, o Corinthians ficaria proibido por dois anos de fazer qualquer novo acordo de transação, mesmo relativo a dívidas diferentes.
O acordo com a PGFN motivou uma polêmica na aprovação das contas de 2025, já que, apesar de o acordo ter sido assinado em 2026, a gestão incluiu os efeitos da transação tributária no ano passado. A renegociação resultou em uma diminuição de R$ 217,428 milhões na dívida bruta total do clube.
Com endividamento na casa dos R$ 2,8 bilhões, o Corinthians acumula déficit de R$ 246 milhões nos seis primeiros meses deste ano. O clube tem atrasado o pagamento de contas do dia a dia.
Para o elenco masculino de futebol, por exemplo, a diretoria deve dois meses de direitos de imagem, férias e premiações da Conmebol Libertadores e do Campeonato Brasileiro. Neste mês, o salário de CLT dos jogadores chegou a atrasar por uma semana.
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