Mirelle Pinheiro

As investigações apontam que as mulheres, presas nesta quarta (23/9), também torturavam os familiares de forma física e psicológica

Letícia Guedes

23/09/2026 09:20

Divulgação/PCPR

Uma mulher de 44 anos e a filha dela, de 19, foram presas preventivamente pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) nesta quarta-feira (23/9), suspeitas de dar um golpe de R$ 70 mil em familiares, além de torturá-los física e psicologicamente. As vítimas são duas irmãs da mulher e o pai dela, que são tias e avô da jovem, respectivamente.
Investigadas pelos crimes de estelionato, extorsão e tortura, elas foram capturadas em Curitiba e tiveram celulares, equipamentos eletrônicos e bens recolhidos. Os itens, segundo a Polícia Civil, teriam sido adquiridos com o dinheiro obtido nas atividades criminosas.
A fraude teria sido iniciada quando uma das investigadas manipulou a família para contratar um seguro fictício contra o hackeamento de aparelhos eletrônicos. A partir de então, a família passou a ser submetida a humilhações sob pena de ter informações divulgadas para criminosos.
As investigações apontam que os ilícitos ocorriam de forma contínua dentro do ambiente familiar e provocaram um prejuízo financeiro superior a R$ 70 mil às vítimas. A polícia apurou ainda que os valores extorquidos dos familiares eram utilizados para manter um estilo de vida ostentador.
Com os valores obtidos, as investigadas adquiriram joias, um pacote turístico para a Bahia, além de diversos artigos de luxo, autênticos e réplicas de marcas de alto valor.
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Com os valores obtidos, as investigadas adquiriram joias, um pacote turístico para a Bahia, além de diversos artigos de luxo, autênticos e réplicas de marcas de alto valor
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Elas foram presas nesta quarta (23/9)
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Tortura
Além de arrancar dinheiro dos parentes, a dupla comandava sessões de tortura, aplicando nas vítimas castigos físicos e psicológicos de caráter vexatório.
Segundo a delegada El Santos, entre os abusos documentados, as investigadas obrigavam as vítimas a pintar o corpo de azul, passar horas consecutivas ouvindo áudios em looping com ruídos de flatulências e arrotos, comer por longos períodos sem interrupção, além de serem fotografadas e filmadas em situações humilhantes.
As investigações continuam para verificar a eventual participação de terceiros e identificar novos bens ou valores decorrentes das práticas ilícitas.

