Igor Gadelha

Há duas semanas, quando enviou o Orçamento de 2027 ao Congresso, governo Lula não previa reajuste nos valores do Bolsa Família em 2027

Igor Gadelha, Gustavo Zucchi

17/09/2026 13:37

LUIS NOVA / METRÓPOLES @LuisGustavoNova

Faltando 17 dias para o 1º turno das eleições, o governo Lula anunciou, nesta quinta-feira (17/9), um reajuste de R$ 91 no Bolsa Família. Há duas semanas, porém, não havia previsão de reajuste no benefício para 2027.

Em 31 de agosto, o governo enviou ao Congresso sua proposta para o Orçamento de 2027 ano sem reajuste no Bolsa Família. Pela Lei Orçamentária Anual (LOA), o valor continuaria em R$ 600 por família.

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O projeto, que precisa ser apreciado pelo Congresso até o final do ano, destina R$ 157,1 bilhões ao programa social. O valor é inferior aos R$ 158,6 bilhões previstos para 2026 e aos R$ 167,2 bilhões gastos em 2025.
Agora, com as pesquisas de intenção de voto mostrando um empate técnico e até uma vantagem numérica de Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno, Lula decidiu ajustar o valor do benefício a partir de outubro de 2026.
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A justificativa é de uma revisão do gasto previdenciário. Dessa forma, o governo conseguiu remanejar os valores para ajustar o Bolsa Família. A lei eleitoral não permite um aumento real do benefício no período da campanha.
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O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, explicou que o reajuste corrige o valor dos benefícios de acordo com a inflação, que acumulou 15,04% entre março de 2023 e agosto de 2026.
O impacto orçamentário da medida será de R$ 5,8 bilhões em 2026 e se R$ 22 bilhões no próximo ano. O ministro do Planejamento garantis que há espaço fiscal para comportar o reajuste.
Com a medida, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691, e o benefício médio de R$ 675 para R$ 777. O aumento, portanto, fica em torno de R$ 100. O reajuste vale a partir da próxima folha, paga em 19 de outubro.

