A inovação é um dos principais caminhos para aumentar a produtividade, a competitividade e a capacidade de crescimento da economia brasileira. Para transformar conhecimento científico em novas tecnologias, o Sistema Indústria defende uma estratégia de Estado de longo prazo, com mais investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), maior aproximação entre empresas e universidades e modelos de financiamento mais adequados às diferentes etapas do desenvolvimento tecnológico.As propostas fazem parte do documento “Construindo o Brasil 2050 – A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis”, elaborado pela CNI, em conjunto com as demais casas do Sistema - SESI, SENAI e IEL - para contribuir com o debate sobre as prioridades do país. As instituições consideram que a inovação precisa deixar de ser tratada de forma fragmentada e passar a integrar uma agenda coordenada entre governo, setor produtivo, universidades e instituições de pesquisa.“Essa deve ser uma agenda de convergência, voltada à construção de um país capaz e dinâmico, inovador, ambientalmente sustentável e socialmente justo”, destaca o presidente da CNI, Ricardo Alban.O diagnóstico apresentado no documento mostra um contraste entre a capacidade científica brasileira e a transformação desse conhecimento em inovação. Segundo a pesquisa feita pelo SCImago Journal Rank, o Brasil ocupa a 14ª posição global em produção científica, mas aparece apenas na 52ª colocação no Índice Global de Inovação, na pesquisa feita pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) – dados de 2025A situação mostra a necessidade de aproximar a pesquisa das demandas concretas da economia e ampliar a capacidade de transformar conhecimento em soluções com impacto produtivo e social.Um dos principais pontos da agenda é a criação de condições mais estáveis para o financiamento da inovação. Segundo o documento, projetos de PD&I exigem planejamento de longo prazo e investimentos elevados, mas o sistema brasileiro ainda é marcado por mudanças frequentes, burocracia e dificuldades de acesso aos recursos, especialmente para micro e pequenas empresas.Entre as propostas estão a garantia da execução dos recursos destinados ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), a ampliação de linhas de financiamento de longo prazo e a combinação de instrumentos como crédito, subvenção econômica e participação societária para apoiar projetos de maior risco tecnológico.Outro eixo da proposta é fortalecer a pesquisa aplicada e a cooperação entre academia e setor produtivo. A avaliação da CNI é que a produção científica precisa estar mais conectada aos desafios enfrentados pelas empresas e pela sociedade.Nesse sentido, o documento propõe ampliar programas de pesquisa aplicada e consolidar iniciativas que aproximam pesquisadores da indústria. A estratégia busca acelerar a transformação de conhecimento científico em produtos, processos e tecnologias capazes de gerar valor para a economia.A proposta também contempla a criação de centros de excelência com governança público-privada em áreas consideradas estratégicas, como inteligência artificial, computação quântica, biotecnologia e segurança cibernética. Além de investir mais, a CNI considera necessário tornar o ambiente de inovação mais previsível. Isso envolve aperfeiçoar marcos regulatórios, reduzir burocracias e ampliar instrumentos capazes de compartilhar os riscos envolvidos no desenvolvimento de novas tecnologias.A proposta coloca a inovação como uma agenda que ultrapassa o desenvolvimento de novas tecnologias. Para a indústria, trata-se de criar as condições para que o conhecimento produzido no país seja convertido em produtividade, empregos qualificados, novos negócios e maior competitividade brasileira no mercado global.Oferecimento: Sistema Indústria








