Levantamento da Quaest e Pax aponta demanda para inclusão da tecnologia nos planos de governos estaduais

18 set 2026 - 06h58

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- Por: Portal Terra

Resumo

Pesquisa da Quaest e Pax revela que 86% dos brasileiros apoiam o uso de inteligência artificial na segurança pública, tema que une eleitores lulistas e bolsonaristas. Com 70% da população percebendo aumento da violência, ferramentas como câmeras inteligentes para buscar desaparecidos (97%) e foragidos (96%) lideram a aprovação popular. Além disso, 91% defendem que candidatos a governadores incluam tecnologia em seus planos, superando receios com privacidade e eventuais falhas do sistema.

Inteligência artificial

Foto: Pixabay

A Pesquisa Nacional de Segurança e Tecnologia aponta que 86% dos brasileiros defendem a aplicação de inteligência artificial no combate à violência. O levantamento foi realizado presencialmente pela Quaest em parceria com a Pax, empresa de tecnologia voltada ao setor policial, ouvindo 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 12 e 15 de setembro.

O estudo registra margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Na percepção de 70% dos entrevistados, os índices de violência aumentaram muito no país ao longo dos últimos dois anos.

O cenário impacta o debate eleitoral e supera divisões partidárias. Ao todo, 91% dos participantes declaram que candidatos aos governos estaduais precisam inserir ferramentas tecnológicas nas propostas oficiais de segurança, taxa que reúne 77% de adesão enfática e alcança patamar igual ou superior a 80% tanto no eleitorado lulista quanto no bolsonarista.

Quais ferramentas têm maior aprovação popular?

O emprego de câmeras inteligentes para localização de pessoas desaparecidas lidera o índice de aceitação com 97%. A identificação veicular ligada a infrações e a busca de foragidos da Justiça alcançam 96% de apoio, enquanto o reconhecimento facial em locais de fluxo intenso, a exemplo de estádios e centros comerciais, marca 91%. O patrulhamento de fronteiras e a repressão a organizações criminosas têm 90% cada.

A pesquisa detalha que as medidas tidas como mais eficazes para reduzir a criminalidade reúnem investimentos em educação e oportunidades (93%), sistemas de monitoramento por vídeo integrados ao trabalho policial (93%) e endurecimento de penas legais (92%).
O que preocupa os críticos da tecnologia?
As falhas na identificação de pessoas representam a principal queixa dos opositores ao modelo, somando 16% das menções contrárias. O ceticismo sobre a eficiência dos sistemas atinge 15%, superando o receio de violação de privacidade, indicado por 12% desse segmento.
Como a população avalia as instituições de segurança?
A Polícia Federal, a Polícia Militar e a Polícia Civil apresentam índices de aprovação superiores aos dos governos estaduais e federais, ao passo que o Poder Judiciário registra a avaliação mais baixa. A criminalidade é apontada como a principal adversidade nacional por 28% da população, à frente da corrupção (22%), alcançando 37% de preocupação entre lulistas e 30% entre bolsonaristas.
O desempenho operacional das corporações policiais recebe notas mais altas em investigação, esclarecimento de delitos e cumprimento de mandados judiciais. Por outro lado, as fragilidades apontadas pelos cidadãos concentram-se no enfrentamento a facções, na agilidade dos atendimentos de emergência e na prevenção à violência contra a mulher e ao feminicídio.
Para o diretor de Inteligência em Opinião da Quaest, Guilherme Russo, o diagnóstico reflete uma demanda ativa da sociedade civil por alternativas práticas no setor. "A pesquisa confirma a preocupação atual dos brasileiros com a segurança pública, ressalta a busca por soluções, e demonstra a abertura dos brasileiros ao uso de tecnologia na segurança", avalia.
O cofundador e diretor-executivo da Pax, David Peixoto, ressalta a integração entre plataformas digitais e agentes em campo. "Segurança pública é um problema complexo, que não se resolve de forma isolada. A tecnologia contribui quando potencializa a ação policial, tornando o trabalho mais rápido, preciso e efetivo. A IA traz uma nova chance para atacarmos o maior problema do país - e a pesquisa mostra que os brasileiros não querem que os governos deixem essa oportunidade passar."
Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
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