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Bastidores: Memphis foi contra demissão de Diniz no Corinthians e creditou ao técnico decisão sobre renovação
Bastidores: Memphis foi contra demissão de Diniz no Corinthians e creditou ao técnico decisão sobre renovação · Imagem: Source: oglobo.globo.com

Diogo Dantas

Bastidores: Memphis foi contra demissão de Diniz no Corinthians e creditou ao técnico decisão sobre renovação
Bastidores: Memphis foi contra demissão de Diniz no Corinthians e creditou ao técnico decisão sobre renovação · Imagem: Source: oglobo.globo.com

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Atacante acreditava em virada de fase com sequência ao lado de Yuri e Garro e viu atitude da diretoria como precoce

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Memphis com Diniz no Corinthians — Foto: Rodrigo Coca

Dessa vez não teve apelo que desse jeito. Memphis Depay foi novamente contrário à saída de Fernando Diniz do Corinthians e defendia internamente a permanência do treinador por acreditar que o time ainda poderia reagir com uma sequência de trabalho, mas a diretoria pensou diferente.

O blog apurou que o o holandês apostava especialmente na possibilidade de ter mais tempo ao lado de Yuri Alberto e Rodrigo Garro, formação que considerava capaz de mudar o cenário da equipe e que voltou a jogar contra o Inter, pelo Brasileiro, em derrota que levou à saída de Diniz.

Na visão do atacante, a atitude da diretoria foi precoce, pois começava justamente agora uma oportunidade de testar o Corinthians com algumas de suas principais peças disponíveis. O próprio Memphis acumulava cerca de 30 dias de trabalho para melhorar a parte física e o entrosamento com o restante da equipe.

Nos bastidores do departamento de futebol, Memphis também indicava que a presença de Diniz havia sido determinante para sua permanência no Corinthians após o imbróglio sobre a renovação do contrato nos últimos meses. O atacante indicou isso ao treinador e via em Diniz a capacidade para recuperar jogadores, organizar a equipe e reverter a fase ruim.

Para Memphis, havia a convicção de que ainda existia margem para uma virada. A aposta era em uma sequência de jogos com Yuri e Garro, além da evolução de seu próprio futebol dentro a equipe. A saída de Diniz foi vista pelo holandês como uma interrupção justamente no momento em que o Corinthians começava a recuperar algumas das condições que não teve durante boa parte do período do treinador.

Crise institucional

O contexto enfrentado por Diniz desde sua chegada, em abril, mostra o desafio. O Corinthians atravessou o período sem fazer nenhuma contratação, enquanto os concorrentes foram ao mercado para aumentar seu poderio. Dos 20 clubes, o Corinthians foi o único que não contratou ninguém na janela.

Diniz assumiu a equipe na 16ª posição, inicialmente sem transfer ban e com a projeção de que o clube poderia buscar reforços. A realidade encontrada, porém, foi outra: três transfer bans, atrasos de salários e luvas, indefinições e demora para contar com Memphis em melhores condições depois da Copa do Mundo, além de um ambiente político conturbado em ano eleitoral e a possibilidade de intervenção judicial.

Dentro de campo, o treinador também perdeu peças importantes. Yuri ficou 70 dias fora justamente na fase mais decisiva, por conta de uma grave lesão, enquanto André passou cerca de 40 dias afastado por problemas médicos. Kayke e Zacaria sofreram lesões sérias e também deixaram de ser opções.

A leitura da comissão técnica era de que Diniz vinha trabalhando com recursos cada vez mais limitados, enquanto os adversários se reforçavam. E justamente quando o cenário começava a mudar, com o retorno de Yuri e Memphis mais integrado ao grupo, veio a troca no comando.

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