Tácio Lorran

A PGR deu parecer favorável à prisão de Márcio Canella vinte dias antes dele se tornar o segundo candidato mais votado do Rio de Janeiro

Bruna Lima, Tácio Lorran

15/10/2026 18:34

PF pediu prisão de Márcio Canella um mês antes das eleições

A Procuradoria-Geral da República (PGR) deu parecer favorável à prisão de Márcio Canella no dia 13 de setembro, ou seja, 20 dias antes da eleição. Ele só foi preso nesta quinta-feira (15/10), 11 dias depois de ter se tornado o segundo deputado estadual

Alexandre de Moraes determinou a prisão na terça-feira, dia 13 de outubro, um mês depois de a PGR se manifestar favoravelmente à prisão de Márcio Canella e mais cinco pessoas.

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Márcio Canella sendo preso
Reprodução/TV Globo
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Reprodução/Redes sociais
A Polícia Federal pediu a prisão do segundo deputado mais votado do Rio de Janeiro no dia 3 de setembro, um mês antes da eleição. Em julho, Canella já havia sido alvo da PF e chegou a ser preso por portar um fuzil que não estava registrado em seu nome. Ele foi solto após uma semana.
Além de ter sido eleito com a segunda maior quantidade de votos do estado, Márcio Canella fez do presidente do União Brasil, Antônio Rueda, deputado federal pelo Rio de Janeiro. A maior votação de Rueda foi em Belford Roxo, reduto eleitoral de Canella.
Márcio Canella foi preso nesta quinta-feira por suspeita de ser “patrono político” e “articulador” de um grupo que movimentou R$ 7,6 bilhões em lavagem de dinheiro nos últimos seis anos. Além dele, foram presas outras cinco pessoas, entre elas o ex-secretário de Polícia Civil Marcus Amim.
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A operação foi uma nova fase da Unha e Carne, que começou em dezembro de 2025 e investiga conexões entre agentes públicos e grupos criminosos que atuam no Rio de Janeiro.
Reprodução
Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil, foi preso junto com Márcio Canella


