Can We Hang Out Sometime? é o álbum de estreia da banda canadense de indie rock Good Kid, foi lançado em 3 de abril de 2026 de forma independente pela gravadora Good People Record Co., o projeto marca o primeiro álbum de estúdio de longa duração do grupo, que até então havia consolidado sua carreira em torno de quatro EPs lançados entre 2018 e 2024. Após construírem uma forte comunidade global e conquistarem indicações ao Prêmio Juno como Grupo Revelação do Ano, a banda anunciou oficialmente os detalhes do álbum em 5 de dezembro de 2025. Sobre o processo de composição, a banda afirmou em nota que a gravação marcou o período "mais sem filtros e desinibido" do grupo, resultando em faixas com sons e métodos "irreproduzíveis" que fizeram com que cada tomada de gravação fosse única. Musicalmente, o álbum expande a assinatura da banda que mistura guitarras brilhantes, referências de j-rock, e o peso melódico do pop punk, enquanto explora novas texturas rítmicas nas dez faixas do disco. O álbum recebeu prensagens físicas em CD e vinil, incluindo uma edição especial limitada chamada Marble Green, lançada em ocasião do Record Store Day de 2026, acompanhada de cartas de tarô baseadas nos personagens da banda, adesivos, e um livreto manual estilo jogo de videogame com easter eggs do universo criado pela banda.

Lançamento e recepção

Gravação e lançamento Can We Hang Out Sometime? foi gravado no estúdio Animal Rites, em Los Angeles, durante as semanas em que a cidade foi assolada pelos incêndios florestais na Califórnia em 2025, com o produtor John Congleton, vencedor do Grammy. Com a qualidade do ar gravemente comprometida pela fumaça, os membros da banda ficaram confinados no estúdio durante toda a produção. O guitarrista David Wood relatou que o ambiente de pressão extrema acabou por ter um impacto positivo no processo criativo, impedindo a procrastinação e permitindo que o álbum fosse desenvolvido do início ao fim sem interrupções. Em entrevista à Rock Sound, o guitarrista Jacob Tsafatinos destacou que a banda escreve música para si mesma em primeiro lugar — trazendo ideias ao grupo apenas quando as considera genuínas — e que esse processo colaborativo, em que as contribuições de cada membro moldam a forma final das faixas, é parte central da identidade do Good Kid. O título do álbum foi extraído de uma letra escrita por Wood; foi o produtor John Congleton quem sugeriu que a frase se tornasse o nome do disco, uma escolha que, segundo a banda, sintetizava com precisão o tema central do projeto: o ato de buscar conexão em meio à solidão. A capa foi criada pelo colaborador de longa data da banda, Gabriel Altrows, que desenvolveu o conceito à distância, após os incêndios impossibilitarem sua presença presencial nas sessões de gravação. Após discussões detalhadas sobre as cores, os humores e as imagens de cada faixa, a arte final apresenta um aparelho de cassete concebido como uma máquina do tempo, representando conexões, possibilidades alternativas e o desvendamento da realidade, com um grupo de amigos no centro da composição. Antes do lançamento do álbum, o Good Kid disponibilizou quatro singles: "Wall" (10 de outubro de 2025), "Rift" (21 de novembro de 2025), "Eastside" (3 de fevereiro de 2026) e "Cicada" (13 de março de 2026). Após o lançamento do álbum, a banda embarcou em uma turnê de quarenta apresentações pela América do Norte e pelo Reino Unido em sua promoção.

Recepção crítica Can We Hang Out Sometime? recebeu recepção crítica positiva. Na Out of Rage, Con Macadam atribuiu ao álbum nota 9 de 10, descrevendo-o como um disco "genuinamente feel-good" que equilibra movimento, reflexão e conexão em partes iguais, com produção cuidadosa que confere espaço para os refrões mais grandiosos sem sacrificar a intimidade dos momentos mais quietos; o crítico concluiu que o grupo não apenas correspondeu às expectativas em torno do lançamento, mas entregou um álbum feito para marcar os momentos que as pessoas desejarão lembrar. Na Spill Magazine, Mercedes Chircop atribuiu nota 8,6 de 10, descrevendo o disco como ao mesmo tempo um retorno às origens e um avanço, elogiando o equilíbrio entre faixas energéticas de alto astral e momentos introspectivos mais contidos, e afirmando que o álbum cresce a cada escuta sem perder de vista o que a banda faz de melhor. Na Slug Magazine, Kyle Forbush considerou que o álbum injeta nova vida em um gênero que havia sido excessivamente polido e esvaziado de significado durante a era do rádio comercial, comparando o Good Kid favoravelmente a bandas como Young the Giant, Walk the Moon e Cage the Elephant, e observando que, ao contrário de muitos de seus pares, a banda constrói sua música a partir de uma autenticidade genuína, sem se deixar moldar pelas expectativas da indústria fonográfica. Em uma matéria para a Rock Sound, Maddy Howell descreveu o álbum como a versão mais coesa e emocionalmente expansiva da banda até então, considerando-o um exemplo do que a música pode ser em sua essência: a história de cinco amigos em um estúdio fazendo o que amam e valorizando cada minuto disso. Entre as faixas mais destacadas pelos críticos estão "Rift" e "Eastside", o duo de abertura de tom mais pesado e distorcido, elogiadas por seu potencial ao vivo e pela capacidade de transformar tensão em algo coletivo e estimulante; "Ghost Keeper", apontada como o centro emocional do álbum pela sua vulnerabilidade e introspecção, sendo descrita como o momento em que o coração do disco se manifesta com mais clareza; e "Tornado", elogiada por sua construção gradual — de um espaço mais calmo para algo mais aberto e expansivo — e pela qualidade vocal, com um fade-out que cria uma atmosfera ao mesmo tempo satisfatória e levemente assombrada. A banda destacou "Cicada" e "Coffee" como as faixas responsáveis por garantir a energia e a dançabilidade que são marcas do grupo, em contraste com o tom mais sombrio de outras partes do álbum.

Lista de faixas Todas as faixas escritas e compostas por Good Kid.

Ficha técnica Créditos adaptados da loja oficial da banda. Good Kid

Nick Frosst – vocais principais Jacob Tsafatinos – guitarra David Wood – guitarra Michael Kozakov – baixo Jon Kereliuk – bateria Arte e design

Gabriel Altrows – arte de capa

Referências