Vibecession é um neologismo que descreve uma discrepância entre os indicadores econômicos de um país e a percepção negativa da população sobre a economia.
Descrição Especificamente, descreve uma situação em que os dados macroeconômicos mostram crescimento, mas a percepção comum é de pobreza e insegurança, criando uma sensação de recessão emocional que influencia o comportamento de consumo, mesmo que a economia oficial esteja indo bem. É uma "recessão vibracional", ou sentimento, em que as pessoas se sentem frustradas e pobres porque as necessidades básicas se tornaram inacessíveis, criando uma desconexão entre a realidade dos números e a realidade vivenciada diariamente pela população quando realiza compras ou na realização de empréstimos. O termo foi cunhado pela comentarista econômica Kyla Scanlon em um boletim informativo de junho de 2022 que discutia as atitudes dos americanos em relação à inflação e aos temores de recessão. Uma combinação de "vibe" (vibração) e "recession" (recessão), o termo se refere a situações em que os dados econômicos mostram crescimento ou estabilidade, mas as pessoas sentem que estão vivenciando uma recessão por diversos fatores. Algumas interpretações sugerem que ele representa uma mudança mais ampla em como as narrativas econômicas e as emoções moldam os resultados no mundo real, onde histórias e o sentimento coletivo têm peso econômico, e a ansiedade generalizada pode levar à redução de gastos, ao adiamento de investimentos e a consequências reais no mercado.
Principais características Desconexão entre dados e percepção real: indicadores como o PIB podem estar aumentando, mas as pessoas percebem sua situação econômica de maneira ruim. Realidade percebida: a inflação e os custos elevados (energia, bens) pesam mais do que os dados econômicos positivos, influenciando as escolhas e as expectativas. Impacto no consumidor: a preocupação leva a gastar menos, cortar despesas não essenciais e criar um ciclo vicioso. Origem: o termo foi cunhado nos Estados Unidos, mas o fenômeno também está se espalhando na Europa e em países como o Brasil.
Referências